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A Cruzada Brasileira



Para aqueles que dedicam sua vida ao estudo das ciências políticas, da filosofia e sobretudo da história livre de eivadas interpretações, a axiomática asseveração de que o pensamento marxista é a maior maldição já concebida pelo homem é indubitável. Entretanto, para a maior parte das pessoas, principalmente aquelas que vivem suas vidas inconscientemente subjugadas e manipuladas pelo movimento revolucionário, perceber a proporção mastodôntica da devastação intelectual causada pela hegemonia cultural em suas mentes e espíritos não é um empreendimento fácil de ser realizado. Por vezes, e dependendo do grau de submissão inconsciente do indivíduo, seu múnus pode ser inexequível.


O indivíduo que não consegue observar a realidade com olhos descobertos e a mente desintoxicada dos alucinógenos ideológicos trotskista-leninistas que ludibriam o cenário à sua frente, o fazendo crer que o desmantelamento da família, dos gêneros naturais definidos pela natureza guiada por Deus, do papel fundamental da religião na sociedade e do conceito universalmente milenar de unidade nacional constituem a própria definição de liberdade, dificilmente conseguirá, ao menos sem auxílio, constatar que na realidade a retórica ideológica da revolução não é nada além da destruição pura e simples transfigurada em lorpa versão de liberdade, hoje traduzida aos descerebrados como 'desconstrução das amarras sociais'. Fosse o movimento revolucionário no Brasil formado unicamente pela túrpida militância ativa, o desprezo do tempo e da história que se foi ao tailleur da que está por ser feita trataria de fazer-nos o bem de transforma-lhes em ignóbil e desprezível resíduo de patologia muito bem superada. Embora seja inegável que a popularidade ideológica do marxismo tenha sido assolada pelo exército liberal-conservador que empreende, em meu interpretar, a verdadeira cruzada brasileira, devemos admitir que o movimento revolucionário conta ainda com milhões de mentes zumbificadas, e que portanto, nossa cruzada está longe de ser concluída.


Seguindo este raciocínio, tenho observado na sociedade, em particular no ambiente das mídias sociais, uma severa hostilidade aplicada contra supostas biografias de conversão que vem se apresentando ao longo dos últimos meses. O grande problema desta hostilidade, além da injustiça de renegarmos o direito de libertação para os que verdadeiramente a buscam, é de mantermos o país mais preocupado com a disputa ideológica do que com o avanço da evolução nacional propriamente. Não se pode reconstruir o Brasil com grande parte de sua população remando contra, e esse aspecto agrava-se ainda mais quando renegamos os que abandonam a fralda vermelha e abraçam a causa do conhecimento.


Na última semana pudemos observar um caso emblemático, quando a jovem Desire Queiroz, ex-candidata à deputada federal pelo PRB, após ser indicada para a Secretaria de Juventude do novo governo, sofreu pesados ataques na internet, sendo imputado sobre a mato grossense uma biografia de militância na esquerda. Não cabe entrar aqui nas miudezas e detalhes da questão, pois a defesa ou a acusação do caso específico de Desire não é o objetivo deste artigo, ficando ele exposto aqui apenas em caráter de exemplo - para quem desejar aprofundar-se mais no caso, procurar a entrevista exclusiva concedida por ela ao jornalista Raul Holderf do portal Conexão Política - mas podemos utilizar o arquétipo do caso Desire para ilustrarmos a atmosfera inimistosa para com os prófugos e desistentes da causa revolucionária, pois, sendo ela uma vira-casaca ou não, o afoite geral pelo achincalhamento público pode ter destruído uma biografia, e mais, pode ter negado ao país um potencial que lhe serviria à algo.


Por fim, o ângulo primordial deste ponto de vista é termos em mente que a corrente dominante da mídia brasileira apoia-se essencial e maiormente sobre a anedota da luta de classes em efervescência na figura intangível do conflito entre a população apoiadora do petismo e aqueles que elegeram Jair Bolsonaro. Estimular e dar continuidade às hostilidades contra os desertores do marxismo fortalecerá a retórica de divisão nacional difundida pelos jornais globalistas. Em contrapeso, empreender uma missão de educação nacional visando a libertação dos intelectualmente e espiritualmente subjugados esvaziará gradualmente o alcance e consequente disseminação das logras e burlas tagarelices do jornalismo de manobra.


Quando utilizo à alusão entre o avanço do movimento liberal-conservador e as cruzadas, não defendo o conflito sanguinolento entre cidadãos. A cruzada brasileira deverá ser empreendida no âmbito intelectual, mostrando aos perdidos no labirinto esquerdista uma saída e expulsando de nossa terra santa os seus corruptores, a militância ideológica. Que possamos ter, para a desconsolação de Roberto Freire e o pânico dos revolucionários,não um, mas incontáveis cavaleiros templários em nossa cruzada.


"O segredo para evitar o sofrimento do corpo é não permitir que o espírito torne-se prisioneiro de uma mente atrofiada"


Alain Ibrahim

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