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Carta aberta ao natal


E antes que nos déssemos conta, já estamos em Dezembro novamente. O tempo passa rápido e um ano atribulado como foi 2018 chega ao fim deixando exausto quem viveu visceralmente cada acontecimento histórico ocorrido nele. Redes sociais em pé de guerra, políticos presos, atentado contra a vida de candidato, eleições. E todo dia um fato novo deixando em alerta todo aquele cidadão afoito por uma mudança verdadeira, uma boa notícia de verdade pro tão longínquo futuro promissor do país. Em meio a tudo isso, dezembro passa, e ao fim dele em meio ao incerto, a certeza de que dia vinte e cinco é Natal e nenhum outro fato pode ser mais importante do que a data infalível.


Com os dias difíceis vividos pelo cristianismo atualmente, o processo de "vilanização" a que vem sendo submetido há décadas castiga e põe a prova a fé de seus adeptos, sejam eles católicos ou protestantes, refletindo progressivamente no modo que o cristão do século XXI comemora e entende sua data mais importante.


Sabemos hoje que fomos induzidos a acreditar e aceitar inúmeras mentiras propositalmente plantadas em nosso inconsciente visando o domínio estatal da esquerda, o controle absoluto. A reversão da moral de nossos heróis nacionais, a inversão dos valores familiares e a constante afirmação de que o capitalismo seria o mal personificado, o demônio da ganância que afasta os homens de sua "humanidade"; tudo isto faz parte do plano de descontruir o cidadão conservador em um âmbito mundial, e em se tratando de Brasil, em constante evolução e sucesso nos anos de governo petista.


Perceber como este processo afetou o Natal é muito simples. Proponho aos mais velhos puxarem pela memória: Como eram seus natais a vinte ou trinta anos? Como eram as ruas, como eram seus vizinhos? Já não é mais tão comum montar as árvores enfeitadas dentro de casa, já não há a mesma interação entre as famílias de uma mesma rua, até as luzinhas "pisca-pisca" são vistas em menor quantidade...


Por quê? — “Por que o Natal é só ‘comércio’”! Disseram pra você. “Por que é tudo ‘coisa de americano’ essa estória de Papai Noel, e neve... No Brasil nem neva!” “E tem mais, é comprovado que ninguém sabe o dia certo do nascimento de Cristo...”


E repetiram, e repetiram, e repetiram...


Aos poucos o inconsciente popular absorve toda essa retórica contra a festa, diminui sua importância apegando-se ao mais banal dela, e quando nos dermos conta, o Natal será apenas um feriado, menos esperado que o Carnaval...


Ora, que houve importação do costume anglo-saxão no modo de comemorar é claro, mas em que isto interfere? Infelizmente a estética brasileira inexiste mesmo, e temos a necessidade destas adaptações para suprir nossa deficiência cultural, o que nem em sua totalidade se aplica ao Natal, já que o modelo é basicamente o mesmo em todos os países cristãos! Que não se sabe a data do nascimento de Cristo também é fato, mas se por um capricho da vida você não soubesse em que dia exato nasceu, deixaria de comemorar aniversário por isso? Ou adaptaria uma data especial que lhe fosse razoável para tal? No mais estamos falando de Jesus Cristo, nosso senhor e salvador, se ele não merece que comemoremos seu nascimento (a data é o menos importante), então que raio de divindade tão indigna adoramos?


Não vou entrar no mérito das figuras do Papai Noel ou da árvore de natal, óbvio que não são parte de nosso folclore nem em nada referente ao Brasil, e repito que isso não tem a menor importância. Alguém aqui realmente acha que uma casa enfeitada para uma ocasião especial traga algum dano? Que uma figura simbólica de um idoso distribuidor de presentes represente o mal capitalista ocidental tão temido? Que seja apenas uma desculpa para presentear as crianças que nos cercam, elas merecem apenas pelo fato de serem crianças, e impor empecilhos políticos ideológicos a frente disso nada mais é que crueldade.


Como conservadores que somos, temos o dever acima de qualquer coisa de manter nossas tradições, de conserva-las, e nenhuma tradição é mais importante que o Natal. O que eles querem destruir vai muito além da festa, do símbolo, mas todo o espírito e caridade que seu nome carrega. Caridade esta no sentido mais desprendido da palavra, sem nada em troca, sem o jogo político de "comprador de voto" com que foi utilizada. O Natal nos deixa emotivos, propícios ao bem, e mesmo que não seja o ideal sermos assim apenas numa época do ano e não em todo seu decorrer, que seja, os necessitados não escolhem mês do ano para ter fome, se as pessoas os alimentam no Natal deixem que eles se aproveitem destas consciências pesadas, e que este ato dos que doaram uma única vez sirva como reflexão através do agradecimento de quem os recebe.


Que neste ano, pegando carona nesta onda de esperança política, o brasileiro retome um pouco do verdadeiro espírito natalino, e não prive as crianças de vivê-lo em toda sua inocência sem deixar de explicar a elas seu mais profundo significado. Quem sabe assim, ressuscitaremos como o aniversariante do dia vinte e cinco mais esta tradição, tenho certeza que Ele sentirá orgulho de cada um de nós.


Feliz natal.


Douglas Alfini Junior