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O tijolo serve na obra, mas nossas mãos devem busca-lo


O primeiro passo para uma mudança efetiva no Brasil é eliminarmos completamente o hábito comum do brasileiro de depositar no governo e nos governantes toda a expectativa por mudanças que tanto ambicionamos. Não podemos esperar que o Estado, na figura personificada dos dirigentes, sirva de exemplo à ser seguido para que aí então possamos moldar a linha de conduta de nossas vidas, pois este é exatamente o mesmo hábito cultivado há séculos e é por si só o reflexo mais venenoso da hegemonia cultural que aqui foi empreendida.


A virada de chave do Brasil rumo à um futuro próspero passa diretamente na transformação de nossos hábitos cotidianos. Devemos deixar de ser melindrantes hipócritas em nossas ações, como usufruir de produtos pirateados, adquirir ativos de origem duvidosa ou utilizar mecanismos ilícitos para engazupar os meios de fiscalização – se não concordamos com estes meios ou com a fiscalização propriamente, ora, então que lutemos no âmbito político para mudá-los ou até extingui-los se for o caso – para que nossas ações venham a convergir com nossas palavras.


Para o conservador, de nada adiantará projetar-se publicamente sobre as mais aformoseadas predicações enquanto essa transcursão não refletir a realidade de suas condutas particulares. Não haverá legitimidade alguma na materialização dos valores discursados aos sete ventos ao passo que no silêncio de minha liberdade submerjo-me em profundas e turvas águas de incúrias, escorregadelas e indolências.


Nossa rotina precisa ser inundada por disciplina e trabalho, estes sempre forjados por verdadeiro amor para com a família, ao próximo e a nação. Perder-nos em fascinações impulsivas no dia a dia, faltarmos com nossas responsabilidades enquanto pai ou mãe, enquanto professor, empresário, advogado ou qualquer que seja a responsabilidade do indivíduo frente a sociedade, invalidará não somente o palavrório declamado, mas contaminará o sentimento geral, pois nossas ações possuem influência direta nas ações do próximo, e assim sucessiva e continuamente.


Devemos ter em mente que – e aqui faço um apelo às figuras públicas em quem depositamos confiança – o principal artifício da oposição revolucionária será transformar qualquer situação minimamente mal esclarecida em oportunidade de puxar para o fundo do limbo aqueles que não adotaram em sua senda a disciplina e o pragmatismo. Este mesmo pragmatismo deve ser adotado pelo eleitor, partindo do mesmo princípio de extinção do túrbido hábito de depositar toda a expectativa no governo, para que este, por sua vez, sintam-se pressionado, policiado e sobretudo atento às suas próprias omissões.


Não cabe a mim, nem neste artigo nem em qualquer outro conteúdo por mim produzido, ditar regras de conduta para quem quer que seja, pois, tais regras devem ser ditadas única e exclusivamente através do seio familiar e da fé de cada indivíduo. Entretanto, não há mal algum em indicar alguns pontos de vista que considero importantes para atingirmos nossos objetivos em comum. Portanto, acredito que para o sucesso desta obra que é o Brasil que sonhamos, o tijolo feito por nossas intenções servirá, mas nossas mãos devem busca-lo.


‘O segredo para evitar o sofrimento do corpo é não permitir que o espírito torne-se prisioneiro de uma mente atrofiada’.


Alain Ibrahim

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