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Talhada na pedra: uma mensagem do Brasil holandês


O calcário gramame que aflora ao longo do litoral entre Pernambuco e Paraíba tem idade cretácea, algo em torno de cem milhões de anos. Apesar de ser muito rico em fósseis (e fósseis são considerados por lei patrimônio da União) são diariamente lavrados, moídos e calcinados pela indústria de cimento.


No Forte das Cinco Pontas, onde funciona o acanhado Museu da Cidade do Recife, existe um bloco desse mesmo calcário com uma gravação em relevo talhada em holandês: Niet Sonder Got (Nada além de Deus). O bloco de pedra, originário de alguma fachada de residência da “Cidade de Maurício”, tem data estimada em 1637, devido a outro bloco da mesma rocha talhada com a inscrição da data.


A História do Brasil, que começou com uma missa e depois enveredou por sertões sangrentos, canibais e escravagistas, registrou inúmeros momentos marcantes, onde o nome de Deus foi candeia à razão: Sermões do Padre Vieira, Sinagoga Rochedo de Israel, igreja calvinista holandesa em Pernambuco, e em tantos outros momentos como a do Conselheiro de Canudos e o seu mesmo lema registrado por Euclides da Cunha: Só Deus é Grande.


Durante as últimas duas décadas, o Brasil enfrentou uma teofobia importada de mentes doentias de uma Europa revolucionária - Europa que hoje arde em chamas. Nossa tolerância com o socialismo e seus crimes nos custou caro e ainda levaremos muito tempo pagando o preço. Hoje, restaurados em parte por uma eleição limpa e repleta de heróis anônimos, relembro a frase da pedra holandesa e vejo que foi exatamente com ela, semanticamente com ela, que a batalha de Jair Bolsonaro foi ganha. E repetida, repisada, proclamada pelo povo nas ruas do país.


O que fizemos para negligenciar a mensagem que um cristão do Brasil Holandês nos deixou numa rocha? Que carnaval, que Macunaíma nos distraiu no caminho: o que nos leva de volta para casa?


Luis Manoel Siqueira